sexta-feira, 13 de maio de 2011

Erebd - Acróstico último



Eu poderia fazer aqui um pequeno relato introspectivo da minha relação com a poesia: como tudo começou, de onde surgiu a inspiração, quais os escritores que me influenciaram etc. Poderia.. mas não vou. A poesia nasceu em mim por acaso. Surgiu de um anverso do que já existia, completando minha moeda da escrita.


No começo, você se esmera em regras básicas. Independente do formato, luta com a métrica em busca da perfeição. Coisa de principiante, né? Todos aprendemos, cedo ou tarde, que a perfeição é um estado variável, delimitado pelo (s) ponto (s) de vista.


Lê um ou outro autor que está em voga para se inspirar e/ou aprimorar o vocabulário. Consulta dicionário de sinônimos só para pagar de intelectual abastado linguisticamente. A razão chega a se sentir diminuta diante de tantos obstáculos. O porquê do poema morre de asfixia se perguntando “por onde andarão aqueles fins de tarde, quando só era preciso ele, uma folha de papel, um lápis e eu?”


Pois bem, esse é o último acróstico (que postarei) da série “Erebd”. Espero que tenham gostado:




Longo foi o caminhar até ter o vislumbre de tua figura no horizonte,
Omitida em parte pela fina bruma matinal de um feriado heróico.
Norteados pela curiosidade, fizemos de ti moradia e (principalmente) festa,
Dando vazão a desejos e anseios, entoados por risos e cantoria. Logo, fomos
Recebidos de braços abertos, aceitos no teu seio candente de fim de tarde.
Iniciamos a viagem de volta com aquele pesar que jaz sobre os saudosistas:
No pouco tempo de convívio, confidentes nos tornamos, ao ponto de,
Assim, poder dizer em uníssono: Londrina, que saudades sentiremos de ti!




H (guardado com carinho)

Um comentário:

P. disse...

Aeeee o acróstico que mais gostei!!!